
A palavra magnetismo tem origem na
Grécia antiga. Em uma cidade chamada Magnésia foi observado
um minério com a propriedade de atrair objetos de ferro. A este minério foi
dado o nome de magnetita.
Assim como a eletricidade, o
magnetismo foi enunciado pela primeira vez no século VI a.C.
por Tales de Mileto. Para Tales, a magnetita podia comunicar sua vida ao ferro,
já que está, como o âmbar, possuía uma alma. Após
isso, só tivemos grandes mudanças com Pierre de Maricourt
que fez experiências para estudar o magnetismo em 1269. Com estas experiências
ele descobriu que:
1)
aproximando dois imãs pelos seus pólos de mesmo nome,
eles se repelem.
2)
aproximando dois imãs pelos seus pólos opostos, eles
se atraem.
3)
um imã partido mantém a polaridade do imã que o originou.
4)
da divisão de um imã surge outros dois, ou mais imãs, por menor que eles sejam.
Em
1600, William Gilbert publicou “De magnete”.Neste
trabalho Gilbert explicou as propriedades do imã e do magnetismo. Também
explicou o campo magnético terrestre, dizendo que a Terra era um grande imã e
que seus pólos magnéticos se aproximavam aos pólos de seu eixo de rotação.
A
baixo uma ilustração do amigo Tainan Rocha sobre o
tema.

É importante saber
que, da mesma maneira que existe um campo elétrico ao redor de um corpo
carregado eletricamente, existe um campo magnético na região onde se encontra
um imã. Já que nosso planeta apresenta um comportamento magnético, como se
fosse um imã, ao redor dele existe um campo magnético. É este campo magnético
que atua sobre a agulha magnética da bússola.
Sabemos hoje que o
pólo norte magnético da Terra está próximo do pólo sul geográfico e, assim
sendo, o pólo sul magnético está próximo ao pólo norte geográfico. Portanto, o pólo
norte magnético da bússola aponta para o sul magnético terrestre e norte
geográfico da terrestre. Por sua vez, o pólo sul magnético da bússola aponta
para o norte magnético terrestre e sul geográfico terrestre.
Vários foram os
cientistas que colaboraram para avanço nas teorias do magnetismo, entre eles
podemos destacar Hans
Christian Orsted e Michal Faraday. Mas, a grande transformação do
magnetismo foi realizada pelo matemático James Clerk
Maxwell que, com suas equações, conseguiu
unificar a eletricidade e o magnetismo dando origem ao eletromagnetismo.
Neste texto
entenderemos o conceito de indução eletromagnética e veremos mais uma parte da
evolução do eletromagnetismo.
Vimos no texto sobre magnetismo que vários
cientistas colaboram com trabalhos nesta área. Em 1820 o físico dinamarquês
Hans Oersted
(1777-1851) descobriu que a agulha magnética de uma bússola era defletida por
uma corrente elétrica. Outros experimentos mostraram que a corrente elétrica poderia
gerar um campo magnético.
Até esta época a
maneira conhecida de gerar corrente elétrica era através das pilhas voltaicas.
A idéia de gerar energia elétrica através do
magnetismo levou vários físicos a estudarem a possibilidade de inverter os efeitos
obtidos nas experiências de Oerster.
Michael Faraday
(1791 – 1867) acreditava que a eletricidade, o magnetismo e a gravidade
poderiam ser fenômenos descritos em uma única teoria. Após vários estudos, em
1831, Faraday provou que a eletricidade e o magnetismo estavam ligados.
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Enrolando dois
fios em lados opostos de um anel metálico, com um dos fios ligado a uma
bateria e outro a um medidor de corrente, Faraday demonstrou que a variação de
um campo magnético gera corrente elétrica. O desenho abaixo mostra o esquema
da experiência de Faraday.
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O fenômeno
observado nesta experiência é chamado de indução eletromagnética e serviu como
base para a teoria eletromagnética que foi desenvolvida posteriormente. Esta
descoberta revolucionou a indústria e mudou o mundo. Até hoje utilizamos este
conhecimento para gerar energia elétrica em usinas hidroelétricas e em vários
aparelhos que contém um dínamo.
O dínamo é
constituído por um imã fixo em um eixo móvel, ao redor deste eixo existe uma
bobina (fio condutor enrolado, constituindo um conjunto de espiras). Não existe
contato físico entre o imã e a bobina. O imã gira com a bobina ao seu redor.
Este movimento gera a variação do campo magnético do imã, surgindo então, uma
corrente elétrica no conjunto de espiras da bobina.
O Transformador
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É um
aparelho destinado a transformar a energia elétrica. Pode ser para cima (mais) ou para
baixo (menos), em relação a energia de entrada. |
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A
energia elétrica produzida nas usinas hidrelétricas é levada, mediante
condutores de eletricidade, aos lugares mais adequados para o seu
aproveitamento. Ela
iluminará cidades, movimentará máquinas e motores, proporcionando muitas
comodidades. Para
o transporte da energia até os pontos de utilização, não bastam fios e
postes, toda a rede de distribuição depende dos transformadores, que elevam a
tensão, ora a rebaixam. |
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Nesse
sobe e desce, eles resolvem não só um problema
econômico, reduzindo os custos da transmissão à distância de energia, como
melhoram a eficiência do processo.
Antes de mais nada, os geradores
que produzem energia precisam alimentar a rede de transmissão e distribuição
com um valor de tensão adequado, tendo em vista seu melhor rendimento.
Esse
valor depende das características do próprio gerador, enquanto a tensão que
alimenta os aparelhos consumidores, por razões de construção e, sobretudo, de
segurança, tem valor baixo, nos limites de algumas centenas de volts (em geral,
110 V ou 220V).
Existe
uma outra classe de transformadores, igualmente
indispensáveis, de potência baixa, eles estão presentes na maioria dos
aparelhos elétricos e eletrônicos encontrados normalmente em casa, tais como,
por exemplo, computador, aparelho de som e televisor.
Cabe-lhes
abaixar ou aumentar a tensão da rede doméstica, de forma a alimentar
convenientemente os vários circuitos elétricos que compõem aqueles aparelhos.
A
figura 1 descreve de uma forma simples o funcionamento da distribuição de
energia desde a sua geração até o consumidor, onde inicialmente a energia é
gerada pelo gerador, passando a energia para um transformador de potência, que
eleva a tensão para posteriormente ser levado até os transformadores de
distribuição através das linhas de transmissão.
Após
chegar aos transformadores de distribuição os quais estes normalmente situados
nas cidades, à tensão é rebaixadas, no nível dos
equipamentos eletrodomésticos, ou que utilizem energia elétrica.

Forma simplificada da distribuição de energia e atuação dos
transformadores elétricos.
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Princípio de funcionamento do
transformador O
princípio básico de funcionamento de um transformador é o fenômeno conhecido
como indução eletromagnética: quando um circuito é submetido a um campo
magnético variável, aparece nele uma corrente elétrica cuja intensidade é
proporcional às variações do fluxo magnético. Os
transformadores, na sua forma mais simples (figura 2), consistem de dois
enrolamentos de fio (o primário e o secundário), que geralmente envolvem os
braços de um quadro metálico (o núcleo). Quando uma corrente alternada é
aplicada ao primário produz um campo magnético proporcional à intensidade
dessa corrente e ao número de espiras do enrolamento (número de voltas do fio
em torno do braço metálico). |
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Através do metal, o fluxo
magnético quase não encontra resistência e, assim, concentra-se no núcleo, em grande
parte, e chega ao enrolamento secundário com um mínimo de perdas. Ocorre,
então, a indução eletromagnética: no secundário surge uma corrente elétrica,
que varia de acordo com a corrente do primário e com a razão entre os números
de espiras dos dois enrolamentos.
A relação entre as voltagens no primário e
no secundário, bem como entre as correntes nesses enrolamentos, pode ser
facilmente obtida: se o primário tem Np espiras e o secundário Ns, a voltagem no primário (Vp)
está relacionada à voltagem no secundário (Vs) por Vp/Vs=Np/Ns , e as correntes
por Np/Ns=Is/Ip. Desse modo um transformador ideal (que não dissipa
energia), com 100 ( cem ) espiras no primário e
cinquenta no secundário, percorrido por uma corrente de 1 Ampare, sob 110
Volts, fornece no secundário, uma corrente de 2 Ampares sob 55 Volts.
Graças às técnicas com que são fabricados,
os transformadores modernos apresentam grande eficiência, permitindo transferir
ao secundário cerca de 100% da energia aplicada no primário. As perdas - transformação
de energia elétrica em
calor - são devidas principalmente à histerese, às correntes
parasitas e perdas no cobre.
1. Perdas no cobre. Resultam da resistência
dos fios de cobre nas espiras primárias e secundárias. As perdas pela resistência
do cobre são perdas sob a forma de calor e não podem ser evitadas.
2. Perdas por histerese. Energia é
transformada em calor na reversão da polaridade magnética do núcleo
transformador.
3. Perdas por correntes parasitas. Quando
uma massa de metal condutor se desloca num campo magnético, ou é sujeita a um
fluxo magnético móvel, circulam nela correntes induzidas. Essas correntes
produzem calor devido às perdas na resistência do ferro.
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Todo esse calor
gerado pelas perdas, é refrigerado pelo óleo
dielétrico o qual todo o núcleo do transformador é submerso, sendo assim esse
óleo aliado ao aquecimento, acaba gerando uma corrente de convecção dentro do
transformador. Onde o óleo mais que acaba esquentando fica menos denso e
sobe. Após passar
pelos radiadores ele resfria, aumentando sua densidade, e assim se mantém a
refrigeração do transformador, a figura abaixo mostra o esquema da
refrigeração natural. |
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ESPECIFICAÇÃO DO TRANSFORMADOR.
Tipo de transformador: monofásico, bifásico, trifásico.
Tensão Nominal: primário e no secundário. Exemplo 110V,220V,380V, 440V, 13.800 V, 88.000 V, 138.000 V.
Potência Nominal : 2 KVA, 112,5
KVA,150 KVA, 225 KVA, 500 KVA.
Corrente Nominal: A, KA.
Frequência Nominal: 50 Hz, 60 Hz, etc.
Refrigeração: óleo mineral, ou a seco.
Rede de Transmissão
O fato de um
transformador poder modificar a DDP de uma corrente alternada encontra aplicações
importantes. Uma das principais aplicações é o transporte da energia elétrica
através de enormes distâncias, a partir de usinas geradoras até os centros
urbanos.
Para
compreendermos melhor essa aplicação, devemos considerar que a potência inicial,
lançada pelo gerador, é igual a potência final, que
chega ao consumidor, através de uma linha de fios condutores. Como a
resistência do fio deve ser a menor possível, a área do fio deve ser grande, já
que o comprimento não pode ser modificado.

Para conseguir uma área grande existe algumas
inconveniências, por exemplo:
· o elevado custo do material, pois quanto
menor a resistividade mais caro será o fio;
· com uma área maior exigiria fios mais
grossos e, em consequência, grande peso por linha.
Procura-se, então, diminuir o valor da
corrente i, mas, para que a potência lançada ( P = U .
i ) não diminua, a DDP U deve ser bastante elevada.

Isso é exatamente
o que se faz nas linhas de transmissão, ou seja, utilizam-se altas DDPs para transmitir energia elétrica. Na prática, isso só é
possível com a corrente alternada e com o uso de transformadores.
O alternador da
usina fornece energia elétrica, sob DDP eficaz, relativamente baixa (cerca de
10.000 V). Um transformador, de razão 1/30, eleva a DDP para 300.000 V,
possibilitando o transporte de energia elétrica a centenas de quilômetros de
distância, com dissipações não excessivas.
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Transformador
de Elevação Esse transformador tem mais voltas na
bobina secundária do que na primária e, assim, aumenta a voltagem.
É usado para elevar a voltagem e diminuir a corrente gerada em usinas
que será transmitida pelas linhas de força. A eletricidade de alta voltagem
perde menos energia e produz menos calor nessa viagem. |
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Em uma subestação,
um transformador, de razão 20, abaixa a DDP eficaz para 15.000 V, valor
utilizado para fins industriais.
A seguir, já na
cidade, outra subestação, com transformador de razão aproximadamente 4, abaixa a DDP para 3.800 V, valor utilizado para fins
comerciais.
Finalmente, outro
transformador, de razão aproximadamente 16, reduz essa DDP a 230 V, para uso
residencial.
Obtém´se ainda uma DDP de 115 V com a
utilização de uma derivação no secundário do transformador.
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Transformador de
Redução A bobina secundária do transformador
de redução tem um número menor de voltas no fio do que a primária e, assim,
diminui a voltagem da corrente. Ele é usado para baixar a voltagem a níveis
seguros para que a eletricidade seja usada sem riscos. |
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