
FERRAMENTAS
ALICATES
Descrição:
São ferramentas manuais de aço carbono feitas por
fundição ou forjamento, compostas de dois braços e um pino de articulação,
tendo em uma das extremidades dos braços, suas garras, cortes e pontas, temperadas
e revenidas.
Utilização
O
Alicate serve para segurar por apertos, cortar, dobrar, colocar e retirar
determinadas peças nas montagens.
Classificação Os principais tipos de alicate são:
|
Alicate
Universal |
Alicate
de Corte |
Alicate
de Bico |
|
Alicate
para Anéis |
Alicate
de Pressão |
Alicate
de Eixo Móvel |
|
Alicate
Rebitador |
|
|
|
ALICATE
UNIVERSAL Serve
para efetuar operações como segurar, cortar e dobrar. É comercializado com ou
sem isolamento. |
|
|
ALICATE
DE CORTE Serve para cortar chapas, arames e fios
de aço. |
|
|
ALICATE
DE BICO É
utilizado em serviços de mecânica e eletricidade. |
|
|
ALICATE
PARA ANÉIS É
utilizado em serviços de mecânica. |
|
|
ALICATE DE PRESSÃO Trabalha por pressão e dá um aperto
firme às peças, sendo sua pressão regulada por intermédio de um parafuso existente
na extremidade.
|
|
ALICATE
DE EIXO MÓVEL É
utilizado para trabalhar com redondos, sendo sua articulação móvel, para
possibilitar maior abertura.
|
|
Rebites Introdução:
Um rebite compõe-se de um corpo em forma de eixo cilíndrico e de uma cabeça. A cabeça pode Ter vários formatos. Os
rebites são peças fabricadas em aço, alumínio, cobre ou latão. Unem
rigidamente pelas ou chapas, principalmente, em estruturas metálicas, de
reservatórios, caldeiras, máquinas, navios, aviões, veículos de transporte e
treliças. A fixação das pontas da lona de
fricção do disco de embreagem de automóvel é feita por rebites. |
|
|
Tipos de rebite e
suas proporções O quadro a seguir mostra a
classificação dos rebites em função do formato da cabeça e de seu emprego em
geral.
A fabricação de rebites é padronizada, ou seja, segue normas técnicas
que indicam medidas da cabeça, do corpo e do comprimento útil dos rebites. No quadro a seguir apresentamos as
proporções padronizadas para os rebites. |
|
|
Os valores que aparecem nas
ilustrações são constantes, ou seja, nunca mudam. Além desses rebites,
destaca-se, pela sua importância, o rebite conhecido por “rebite pop”. É um
elemento especial de união, empregado para fixar peças com rapidez, economia
e simplicidade. Abaixo mostramos a nomenclatura de
um rebite de repuxo. |
|
Processos
de rebitagem.
A segunda cabeça do
rebite por ser feita por meio de dois processos: manual e mecânico.
Processo
manual
Esse
tipo de processo é feito à mão, com pancadas de martelo. Antes de iniciar o processo,
é preciso comprimir as duas superfícies metálicas a serem unidas, com o auxílio
de duas ferramentas: o contra-estampo, que é uma peça
de aço com furo interno, no qual é introduzida a ponta saliente do rebite.
Após as chapas serem prensadas, o rebite é martelado até
encorpar, isto é, dilatar e preencher totalmente o furo. Depois, com o martelo
de bola, o rebite é “boleado”, ou seja, é martelado até começar a se
arredondar. A ilustração mostra o “boleamento”.
Em
seguida, o formato da segunda cabeça é feito por meio de outra ferramenta
chamada estampo, em cuja ponta existe uma cavidade que será usada como matriz
para a cabeça redonda.
02-REBITES I 03-REBITES II 04-REBITES LLL

Processo mecânico
|
O processo mecânico é feito por
meio de martelo pneumático ou de rebitadeiras pneumáticas e hidráulicas. O martelo pneumático é ligado a um compressor de ar por tubos flexíveis e trabalha sob uma pressão entre 5Pa 7Pa, controlada pela alavanca do cabo. |
|
O
martelo funciona por meio de um pistão ou êmbolo que impulsiona a ferramenta
existente na sua extremidade. Essa ferramenta é o estampo que dá a forma à
cabeça do rebite e pode ser trocado, dependendo da necessidade.
Abaixo
ilustramos, em corte, um tipo de martelo pneumático para rebitagem.
|
A rebitadeira
pneumática ou hidráulica funciona por meio de pressão contínua. Essa máquina tem a forma de C e é
constituída de duas garras, uma fixa e outro móvel com estampos nas
extremidades. |
|
Se
compararmos o sistema manual com o mecânico, veremos que o sistema manual é
utilizado para rebitar em locais de difícil acesso ou peças pequenas.
A rebitagem por processo mecânico apresenta vantagens,
principalmente quando é usada a rebitadeira pneumática ou hidráulica. Essa
máquina é silenciosa, trabalha com rapidez e permite rebitamento mais
resistente, pois o rebite preenche totalmente o furo, sem deixar espaço.
Entretanto, as rebitadeiras são máquinas grandes e fixas
e não trabalham em qualquer posição. Nos casos em que é necessário o
deslocamento da pessoa e da máquina, é preferível o uso do martelo pneumático.
Peça
ao professor as tarefas de furação e rebitagens
Procedimento
de Rebitagem
1. Coloca-se
o rebite no furo.
2. O
rebitador agarra o mandril.
3. O
rebitador traciona o mandril e a cabeça deste efetua a rebitagem, que estará
completa com o final.
4. A
rebitagem está concluída e as partes firmemente fixadas, destaque da
haste.
Os rebites de repuxo podem ser fabricados com os seguintes materiais Metálicos: aço-carbono; aço inoxidável; alumínio; cobre; monel (liga de níquel e cobre).
|
|
|
|
CHAVES
DE APERTO CHAVE
RADIAL OU DE PINOS E AXIAL São
utilizadas nos rasgos de peças geralmente cilíndricas e que podem ter a rosca
interna ou externa. |
|
SACA
PARAFUSO PRISIONEIRO
|
Utilizado
para retirar parafusos prisioneiros, que são especificados em função dos
diâmetros mínimo e máximo do prisioneiro. |
|
CHAVE
DE FENDA
|
A
chave de parafuso de fenda é uma ferramenta de aperto constituída de uma
haste cilíndrica de aço carbono, com uma de suas extremidades forjada em
forma de cunha e a outra em forma de espiga prismática ou cilíndrica
estriada, onde aclopla-se um cabo de madeira ou
plástico. É
empregada para apertar e desapertar parafusos cujas cabeças tenham fendas ou
ranhuras que permitam a entrada da cunha. |
|
Características
A
chave de fenda deve apresentar as seguintes características:
1. Ter
sua cunha temperada e revenida;
2. Ter
as faces de extremidade da cunha, em planos paralelos;
3. Ter
o cabo ranhurado longitudinalmente, que permita maior firmeza no aperto, e bem engatado na haste na chave;
4. Ter
a forma e dimensões das cunhas proporcionais ao diâmetro da haste da chave.
CHAVES
MANUAIS
|
CHAVE
DE BOCA OU CHAVE FIXA DE BOCA |
|
|
As chaves de boca são identificadas
pela dimensão nominal entre faces da boca. A
dimensão nominal vem sempre gravada na haste da chave (Dimensão nominal). Exemplos a)Chave de boca de
10mm b)Chave de
boca 1/2” x 7/8” Uma chave de boca de 10mm nominal, tem a boca ligeiramente maior que 10mm, a
fim de permitir o encaixe. |
|
Usos
das Chaves de Boca
|
O
comprimento da haste de cada chave já foi calculado para que se imprima a
força necessária ao aperto do parafuso correspondente. Isso compreende o
esforço que possa fazer um homem normal, a mão livre. |
|
|
O
uso de artifícios para aumentar o comprimento da haste ou uso do martelo
contra a chave poderão causar danos à mesma e, conseqüentemente,
prejuízos materiais ou mesmo acidentes pessoais. |
|
Chave
Inglesa ou Chave de Boca Ajustável
|
As
chaves inglesas possuem as características de poderem se ajustar a diversos tamanhos
de cabeça de parafusos, devido a uma das faces da boca poder se deslocar axialmente, mediante o giro de uma rosca sem fim. Por
esse motivo, a identificação das chaves inglesas é feita pelo comprimento
total ou extensão. |
|
Usos
da Chave Inglesa ou de Boca Ajustável
O
comprimento da haste de cada chave foi calculado para torcer o maior parafuso
que a chave possa abraçar
Por isso, o uso de uma chave de grande tamanho, em
parafusos de pequenas dimensões, exige que se imprima menor esforço na haste da
chave, para evitar que se rompa a cabeça do parafuso por cisalhamento.
Por
outro lado, o uso de artifícios para aumentar o comprimento da haste ou o uso
do martelo contra a chave, pode causar-lhes danos.
CHAVE DE ESTRIAS OU
ESTRELA
|
As chaves de estrias são
identificadas pela dimensão nominal entre faces do sextavado formado pelas
estrias. Ao contrário das chaves de boca, as
chaves de estrias prendem em 06 contatos distintos, dando assim maior
segurança para os usuários e permitindo um menor ângulo de deslocamento da
chave, devido à disposição das estrias (12) formando ângulo de 30G |
|
Usos
da Chave de Estrias
|
Devido
à forma especial da primeira chave da figura, podemos encaixá-la em parafusos
de montagem embutida. Mas a segunda chave da mesma figura não pode
atingi-los. As
chaves de estrias são usadas em parafusos de cabeça sextavada. |
|
CHAVES
SOQUETES
Indicadas
para eletroeletrônica e mecânica leve. Capacidade de uso em locais e difícil acesso.
|
|
|
Os
soquetes ou chaves de caixa podem ser incluídos entre as chaves de estrias,
também conhecidas como “chave cachimbo”.
Substituem as chaves de estrias e de boca. Permitem ainda
operar em montagem e manutenção de parafusos ou porcas
embutidos em lugares de difícil acesso.
Chave
Soquete Sextavada
Permite
um ângulo de giro de 60º devido ao seu sextavado. Existe soquete sextavado
próprio para impacto, usado em parafusadeira.
CHAVES
COMBINADAS
|
As
chaves deste grupo consistem na combinação entre chaves de boca fixa e de
estrias. Neste caso, ambas as bocas têm dimensão nominal igual. Observe. A segunda chave é uma chave
combinada de 20mm e a terceira, uma chave combinada
de 1/2”. |
|
CHAVE
DE GRIFF OU CHAVE STILLSON
|
|
As chaves de griff
ou Stillson têm a característica de se poder
regular a abertura de sua boca, tal como as chaves
inglesas. Por este motivo, a sua identificação é feita pelo comprimento total
ou extensão. Observe a seguir um exemplo deste tipo de
chave marcando 14” de extensão ou comprimento total. As chaves de Griff
ou Stillson são usadas para torcer tubos e outras
peças de forma cilíndrica, que não possuam chanfros ou arestas. Sua boca
possui dentes inclinados em sentidos opostos, que produzem a pega da peça a
ser torcida. |
CHAVE
DE CORRENTE
|
|
Tem a característica de poder abraçar
peças de vários diâmetros, tal como a chave griff. Consiste de uma corrente de rolos ou
elos, que pode ser deslocada para frente ou para trás; um corpo dentado que
produz a pega e uma alavanca ou cabo de força. Sua identificação é feita pelo
comprimento total ou extensão. As chaves de corrente são usadas para
torcer tubos e/ou peças cilíndricas. |
CHAVE
“L” SEXTAVADA, CHAVE ALLEN OU IMPUS
|
|
As chaves Allen ou L são
identificadas pela dimensão nominal do sextavado As chaves Allen são usadas dentro do
mesmo princípio das chaves de boca, quanto ao esforço a se imprimir, bem como
os artifícios para aumentar o comprimento de sua haste. Deve-se evitar também o uso de
martelo contra a chave, para evitar danos à mesma. |
CHAVE
PHILLIPS
|
Identifica-se
a chave Phillips exatamente igual à chave de fenda, isto é pelo seu comprimento
total, podendo-se também indicar a largura da boca. Usos das Chaves Phillips As
chaves são usadas em parafusos que possuam fendas cruzadas na cabeça. |
|
SACA
-- POLIAS OU EXTRATORES
|
Saca-
Polias ou extratores são ferramentas utilizadas para desmontagem de polias,
rodas, engrenagens, etc. Há
vários tipos de extratores mecânicos e hidráulicos diferindo entre si, pela forma
e disposição das garras de arraste. |
|
|
Exemplos Extrator hidráulico de 3 garras p/ até
200mm. Capacidade 20 toneladas. Extratores Para Polias e Rolamentos
Extrator de dois braços: apropriado para polias e rolamentos pequenos e
médios. |
|
Extrator auto-centrante: apropriado para polias e rolamentos
pequenos e grandes. Esta ferramenta absorve o desalinhamento do rolamento
durante a desmontagem sendo particularmente indicado em conjunto com o método
de injeção de óleo. |
|
Jogo
de extração: especialmente destinado para rolamentos rígidos de esferas. Consta
de 5 parafusos extratores e 8 jogos de braços de diversos tamanhos.
SACA
PARAFUSO OU EXTRATOR DE PARAFUSO
|
Saca parafusos ou extrator de parafusos
é uma ferramenta adequada à extração de parafusos quebrados dentro de furos
roscados. |
|
Procedimento
Faz-se inicialmente um furo no parafuso quebrado com uma broca
e com o auxílio do desandador é colocado o extrator. Ao passo que o extrator
vai penetrando no furo, o parafuso quebrado vai sendo removido. Não forçar
muito o desandador para não quebrar o extrator.
VERIFICADORES E CALIBRADORES
São instrumentos geralmente fabricados de aço, temperado
ou não. Apresentam formas e perfis variados. Utilizam-se para verificar e
controlar raios, folgas, roscas, diâmetros e espessuras.
VERIFICADOR
DE RAIO
Serve para verificar raios internos e externos. Em cada
lâmina é estampada a medida do raio. Suas dimensões variam, geralmente, de 1 a
15mm ou de 1/32” a 1/2".
|
|
|
|
CALIBRADOR
DE FOLGAS (APALPADOR)
|
Usa-se na verificação de folgas, sendo
fabricado em vários tipos. Em cada lâmina vem gravada sua medida, que varia
de 0,04 a 5mm, ou 0,0015” a 0,2000” Calibrador
de folgas (apalpador) |
|
|
COMPASSOS Nas oficinas, dois tipos de compassos diferentes são empregados:
compassos de traçar e de verificação. O compasso de traçar ou de pontas é
usado para transferir uma medida, traçar arcos ou circunferências. Já o compasso
de verificação ou de centro serve para medidas internas, externas ou de
espessuras. |
|
|
SACA-PINOS
E PUNÇÕES |
|
PUNÇÃO
DE BICO
|
É
uma ferramenta de aço ao carbono, com ponta cônica temperada e corpo
geralmente octogonal ou cilíndrico recartilhado. Serve para marcar pontos de
referência no traçado e centros para furação de peças. Punção
de bico com corpo cilíndrico recartilhado Classificam-se pelo ângulo da
ponta. Existem de 30º, 60º, 90º e 120º. Os de 30º são utilizados para marcar
os centros onde se apoiam os compassos de traçar e os de 60º para pontear
traços de referência. |
|
Punção de bico de 60º Os de 90º e 120º são utilizados
para marcar os centros que servem de guia para as brocas na operação de furar.
O comprimento varia de 100 a 125 mm.
Punção
de bico de 90º Para conservação do mesmo, mantê-lo bem afiado e não deixá-lo
cair.
TALHADEIRA
E BEDAME
Descrição A Talhadeira e o Bedame
são ferramentas de corte feitas de um corpo de aço, de secção circular,
retangular, hexagonal ou octogonal, com um extremo forjado, provido de cunha,
temperada e afiada convenientemente, e outro chanfrado denominado cabeça.
|
Utilização Servem
para cortar chapas, retirar excesso de material e abrir rasgos. A
cabeça do bedame e da talhadeira é chanfrada e
temperada brandamente para evitar formação de rebarbas ou quebras. As
ferramentas de talhar devem ter ângulos de cunha convenientes, estar bem temperadas
e afiadas, para que cortem bem. |
|
MARTELO,
MARRETA E MACETE
O Martelo é uma ferramenta de impacto, constituída de um
bloco de aço carbono preso a um cabo de madeira, sendo as partes com que se dão
golpes, temperadas.
Utilização
O
martelo é utilizado na maioria das atividades industriais, tais como a mecânica
geral, a construção civil e outras.
|
|
Comentários
Para o seu uso, o martelo deve ter o cabo em perfeitas
condições e bem preso através da cunha. Por outro lado, deve-se evitar golpear
com o cabo do martelo ou usá-lo como alavanca.
·
O peso do martelo varia de 200 a 1000
gramas.
·
Utilizado em trabalhos, com chapas
finas de metal, como também na fixação de pregos, grampos, etc.
·
Destina-se
a serviços gerais, como exemplo: rebitar, extrair pinos, etc.
·
Sua estrutura permite a realização de
trabalhos em chapas de metal, etc; sem contudo
danificar ou marcar o material trabalhado.
|
MARRETA A
Marreta é outro tipo de martelo muito usado nos trabalhos de instalação
mecânica. É um martelo maior, mais pesado e mais simples, destinado a bater
sobre uma talhadeira ou um ponteiro. |
|
MACETE
|
O
Macete é uma ferramenta de impacto, constituída de uma cabeça de madeira,
plástico, cobre, chumbo ou outro e um cabo de
madeira. |
|
Ferramentas
Você precisará de um kit de ferramentas, contendo ao
menos uma chave de fenda pequena e uma chave de fenda philips.
Em lojas de informática você facilmente encontra kits de
ferramentas apropriados para a montagem de micros, acondicionados em um prático
estojo.

Recomendamos também a
aquisição de um alicate de bico.
Presilhas plásticas poderão ser adquiridas
para prender os fios que normalmente ficam soltos dentro do gabinete.
ALÉM
DISSO, VOCÊ DEVERÁ TER UMA MESA PARA MONTAR O SEU MICRO.