A EMPILHADEIRA

A
empilhadeira é um veículo automotor utilizado para transporte e movimentação de
materiais.
Dotada
de garfos e outros dispositivos de sustentação de carga, a empilhadeira foi
projetada de forma a permitir a movimentação e o deslocamento de materiais
tanto no sentido horizontal como vertical. É utilizada para transportar,
empilhar e desempilhar cargas, possuindo capacidade de carregar e descarregar,
de acordo com as especificações dos fabricantes.
É
um veículo de grande utilidade, o qual substitui talhas, pontes rolantes, monovias e também o próprio homem, pois realiza tarefas que
ocupariam várias pessoas.
Seu
custo e manutenção são elevados. O operador tem em mãos, diariamente, um
patrimônio inestimável.
001 DEMOSTRAÇAO DE
EMPILHADEIRA
002 DEMOSTRACAO DE
EMPILHADEIRA
003 DEMOSTRACAO DE
EMPILHADEIRA
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO ABASTECIMENTO
As
empilhadeiras podem ser movidas com os seguintes combustíveis:
1.
Gasolina - é a
empilhadeira que mais polui;
2.
Diesel - apresenta
menor poluição em relação à gasolina;
3.
Álcool - polui
menos que a de diesel;
4.
Gás - por ser mais
perfeita a queima, polui menos que outros combustíveis;
5.
Eletricidade - mais
usada nas empresas alimentícias, farmacêuticas e em espaços confinados. Neste
tipo de empilhadeira, existe maior possibilidade de incêndio que nos demais.
004 DEMOSTRACAO DE EMPILHADEIRA
005 DEMOSTRACAO EMP ELÉT
FRONTAL DE TRÊS RODAS
Atualmente,
pode-se adaptar no escapamento de qualquer empilhadeira, com motor de combustão
interna o oxicatalizador, o qual economia combustível
e elimina os odores e o monóxido de carbono, reduzindo o índice de
poluição.
Quanto
à transmissão, as empilhadeiras com motor de combustão interna podem ser:
1.
Mecânica normal – possui câmbio com conversor de torque, com
até quatro velocidades, além de marcha para frente e ré;
2.
Mecânica normal com
acoplamento fluido – facilita as operações e diminuir a quantidade de mudanças
de marcha ao sair e ao parar;
3.
Automática – a
mudança de marcha e sentido de direção é feita automaticamente, através do
controle da alavanca e/ou pedal, cuja força e velocidade são desenvolvidas de
acordo com a necessidade.
O EQUILÍBRIO DA EMPILHADEIRA
A
empilhadeira é construída de maneira tal que o seu princípio de operação é o
mesmo de um gangorra.
Assim
sendo, a carga colocada nos garfos deverá ser equilibrada por um contrapeso
igual ao peso da carga colocada no outro extremo, desde que o ponto de
equilíbrio ou o centro de apoio esteja bem no meio da gangorra.
Entretanto,
podemos, com um mesmo contrapeso, empilhar uma carga mais pesada, bastando,
para isso, deslocar o ponto de equilíbrio ou centro de apoio para mais próximo
da carga.
Desta
forma, é muito importante saber qual a distância do centro das rodas até onde a
carga é colocada.
Toda
empilhadeira tem sua capacidade de carga especificada em um determinado centro de
carga, isto em virtude de transportar sua carga fora da base dos seus eixos, ao
contrário do que acontece com uma carga transportada por caminhão.

O
centro de carga é a medida tomada a partir da face anterior dos garfos até o
centro da carga.
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Tem-se como norma especificar as
empilhadeiras até
Caso o peso da carga exceda a capacidade nominal da empilhadeira ou o centro
de carga esteja além do especificado para ela, poderá ocorrer um
desequilíbrio e conseqüente tombamento, com sérios
prejuízos tanto para o operador quanto para o equipamento ou para a carga. |
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Os fatores que influem no equilíbrio de
uma gangorra são os pesos utilizados em seus extremos e as distâncias desses
pesos em relação ao centro de apoio ou ponto de equilíbrio.
Como não se pode variar o peso próprio de uma empilhadeira, sem a posição do
seu centro de gravidade em relação ao centro das rodas dianteiras, ficamos limitados
a procurar o equilíbrio somente escolhendo adequadamente as dimensões, peso
da carga e sua posição sobre os garfos. |
As
empilhadeiras têm uma tabela onde é especificado o centro de carga e a carga
correspondente. É a placa de identificação.
A
relação carga x distância obedece a tabela de carga abaixo:.

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Se
o operador tentar pegar a mercadoria, com centro de carga maior que o
especificado e sem obedecer à diminuição de peso relativa, pode comprometer a
estabilidade frontal da empilhadeira. |
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Para
se manter bem firmes em cima dos garfos, o comprimento dos mesmos deve
atingir, pelo menos, ¾ de profundidade da carga, ou seja, 75%. |
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ESTABILIDADE LATERAL
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Todo
operador deve conhecer o que é estabilidade lateral, ou seja, como operar a
máquina sem correr o risco de tombar para os lados. |
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Para
que haja estabilidade, qualquer equipamento precisa ter uma base de apoio.
Por exemplo: Na
empilhadeira, a base é feita em três pontos: dois deles estão na parte
frontal da máquina; são as rodas de tração. O terceiro ponto é o de união
entre o chassi e o eixo de direção, que é formado por um pino montado no meio
do eixo de direção e fixado ao chassi. |

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Este
tipo de montagem permite que as rodas de direção acompanhem as
irregularidades do terreno, fazendo com que as quatro rodas sempre estejam
tocando o solo. |
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CENTRO DE GRAVIDADE
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Além
da base, há um outro dado importante para a estabilidade lateral, que é o centro
de gravidade. Vamos
tomar por exemplo a famosa torre de Pizza. Imaginemos
que possamos amarrar um fio de prumo de pedreiro no centro de gravidade da
torre. Enquanto
a ponta do prumo estiver dentro da base da torre, ela não tombará. |
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Porém, se a
inclinação for suficiente para que a ponta do prumo se desloque para fora da
base, a torre tombará. Quando
elevarmos ou inclinarmos a carga, o centro de gravidade muda de posição. |
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Considerando
o fio de prumo no momento em que a empilhadeira passar sobre uma pedra ou um
buraco, a ponta do prumo cairá fora da base. Então, ela tombará. |
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Triângulo da Estabilidade
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Numa
empilhadeira, o ponto central de gravidade está localizado em algum lugar na
altura do motor, mas não devemos esquecer que a carga também tem um centro de
gravidade. Neste
caso, surge um terceiro ponto que é o resultado da combinação dos dois
primeiros e vai variar de acordo com a movimentação feita com a carga. |

